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13 de out de 2012

Rainha de Espadas stalker

Coincidência ou não, achei legal que, quando tirei a minha carta do dia lá no Personare saiu justamente a Rainha de Espadas. Um dia depois de eu resolver voltar a ativa com o blog! (Quem aí tem medo do Personare?) A Rainha anda me seguindo: ela apareceu também no aplicativo do facebook, o Daily Tarot Card. Eu hein.



MANTENDO-SE FIEL AOS PRÓPRIOS IDEAIS



A Rainha de Espadas emerge do Tarot como arcano de aconselhamento neste momento de sua vida, Luciana. A mensagem aqui é clara: seja fiel aos seus ideais, não se contente com pouco. Avalie criticamente o ambiente e corte todas as pessoas e situações que não servem mais em sua vida, sobretudo pessoas que você não avalia como construtivas, afinal todas as relações se pautam numa boa troca. É momento de você dar exemplo aos outros, através de sua lealdade, integridade e da capacidade de suportar eventuais sofrimentos sem se deixar abater. Você terá resistência emocional para lidar com algumas situações difíceis. Procure conversar com mulheres mais velhas que já passaram por coisas parecidas com aquelas que lhe incomodam.
Conselho: Mantenha seu nível de exigência alto, não se contente com pouco.



12 de out de 2012

As cartas na terapia.


Dei uma arrumada no visual do blog! E para estrear resolvi postar esse texto que escrevi já faz um tempo!


Muito além de ser apenas um meio de ver o futuro, as cartas do Tarot podem ajudar em terapias e no processo de auto-conhecimento.

O Tarot é conhecido da humanidade provavelmente desde o século XVI. Atualmente, quando o assunto aparece, é acompanhado da imagem de uma cigana cheia de anéis prevendo o futuro amoroso das pessoas. Pessoas céticas associam o tarot ao charlatanismo. Os curiosos querem apenas saber se tem um amor ou um novo emprego chegando. Mas há quem veja no tarot muito mais do que um oráculo.

A Taroterapia é um método que usa as cartas do tarot para auxiliar no auto-conhecimento de pacientes e na cura de seus problemas psicológicos. Geralmente é associada à terapia com florais, outra terapia alternativa que usa essências de flores.

Como funciona?

Na taroterapia são usadas 22 cartas, chamadas de Arcanos Maiores. Cada uma dessas cartas possui uma ilustração que simboliza cada estágio da vida das pessoas, como a infância, a adolescência, amores, problemas e situações de mudanças. Os desenhos das cartas são ricos em significados; a água, a grama, e até mesmo as cores usadas têm um por que. É um prato cheio para estudantes de semiótica e psicólogos.

Na terapia, o paciente se concentra e tira uma carta, que mostrará a raiz do seu problema. O estudo dos símbolos e da mitologia que ilustra a carta pode mostrar também uma possível solução. A carta dos Enamorados, por exemplo, mostra que a pessoa se encontra numa fase de dúvidas, em que deve fazer uma escolha. Ela aconselha a não adiar uma decisão, pois há o risco de perder o direito de escolha pela demora.

A teoria mais conhecida que explica o funcionamento do tarot é o princípio da Sincronicidade. Carl Gustav Jung a explicou como uma força (desconhecida) que liga fatos interiores (sonhos, pensamentos ou devaneios) com fatos exteriores (realidade física). Desse modo, quando a pessoa se concentra no problema, a carta tirada é a expressão física do pensamento. O tarot incentiva o auto-conhecimento, fazendo o paciente se voltar para dentro e se auto-analisar. Apesar de não haver comprovação científica para essa teoria, não há misticismo nenhum na taroterapia. As cartas, na verdade, são arquétipos presentes no inconsciente coletivo. Seus símbolos mostram o mais profundo de nossa psique e representam as fases comuns da vida, que todos passamos.

Leonardo Chioda é tarólogo e mantém um site sobre o assunto, o Café Tarot. Ele faz ligações interessantes das cartas com nosso dia-a-dia e até com filmes e arte em geral. O tarólogo acredita na importância de Jung na explicação do Tarot. “Toda a literatura tarológica, quando não estigmatizada por teorias esotéricas sem fundamento, vale-se da sincronicidade como a mais possível prova de sua funcionalidade”, diz.

Sobre a Taroterapia, Leonardo acredita que as cartas ajudam no diagnóstico inicial, mas que não devem ser a única forma de tratamento. “Sem dúvida é uma ferramenta importante, mas pressupõe o acompanhamento médico, de profissionais qualificados.”

O problema é que as pessoas tendem a relutar a aceitar a ajuda desse método tão diferente. As cartas ainda são vítimas de preconceito de gente desinformada.

Chioda acha que “O tarô é e vai continuar sendo visto com preconceito devido a alguns fatores, entre eles a falta de seriedade do indivíduo que julga o oráculo sem conhecê-lo e as ilusões que o misticismo barato impõem às cartas -"traz o amado em 5 dias", "resolve problemas de saúde e dinheiro" e revela o futuro com detalhes. Quando as pessoas percebem que foram enganadas, a falsa vidente desaparece e quem leva a culpa são os búzios, os astros e os arcanos” conclui.

Presente na arte, na semiótica, na psicologia e na própria psique humana, o tarot é um instrumento rico e interessante para qualquer um que souber e quiser utilizá-lo. Basta abrir a mente e esquecer antigos preconceitos.

Fontes consultadas:

O Tarô Mitológico, Juliet Sharman-Burke e Liz Greene
www.taroterapia.com.br
www.clubedotaro.com.br
www.cafetarot.com.br
Matéria publicada na revista Sonhos, Futuro e Magia, edição nº15