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15 de nov de 2010

Onde Está a Imperatriz?



"Se arquétipos são do conhecimento construído pela humanidade, eles estão, certamente, em tudo que nos cerca: da observação dos ciclos aos movimentos mais humanos como as celebridades e as necessidades de agrupamento. Então, convidamos todos os oraculistas a nos contar onde está A Imperatriz? Onde está seu reinado? Sua força fêmea? Onde manifesta-se seu jardim? O que nasce de sua barriga fértil? Onde moram suas manifestações mais físicas? Onde está a Imperatriz?"

Sempre que eu penso na Imperatriz as palavras “mãe” e “criação” vêm na minha cabeça.
Meu primeiro contato com ela foi com O Tarô Mitológico. Eu era criança ainda e esse tarô era da minha tia Berenice. Eu era fascinada por aquelas cartas. Minha tia tinha inventado essa brincadeira, em que tínhamos que inventar uma história conforme tirávamos as cartas.
A Imperatriz é a criação, abundância; idéias transformadas em realidade. Tudo o que criamos é obra Dela. Seja a criação de ser vivo, seja uma comida, um trabalho de conclusão de curso, um livro. Ela é a matéria, a realidade. O jardim que cresce, bem cuidado, pelas nossas mãos. A Mãe que não só dá a vida, mas que cuida, nutre. Me parece que seu oposto seja a carta da Lua, de Hécate; o mundo dos sonhos, da fantasia, ilusões.
Para mim a Imperatriz está nas bruxas de cozinha; alquimistas, nutridoras que são. Está nos momentos de maior criatividade, quando ousamos tirar idéias do papel. Quando plantamos nossas ervinhas no jardim, cuidamos dos nossos animais e de quem mais precisar de cuidados, mesmo que seja através de um chá quente e uma conversa. Está nos cuidados com nosso corpo, nossa casa.
Em mim o lado negro da Imperatriz impera muitas vezes na forma da relutância em aceitar mudanças, na estagnação. Quando estou mal, nada se cria. Me fecho.
Na arte eu a percebo sempre. Alguém já assistiu à série da BBC: Lark rise to Candleford? Lindo de morrer. A Imperatriz está na mãe da personagem principal, Emma. A série é uma história de época, do século 19, em que uma garota, Laura, sai do vilarejo (Lark Rise) e vai para a cidade (Candleford) trabalhar nos correios. Os episódios são leves e bonitos, sempre com finais felizes. Costumes pagãos estão presentes com simpatias e rituais. Um dos episódios mais bonitos é um em que se passa na época das colheitas. Recomendo muito.
A Imperatriz sempre aparece nos meus jogos para anunciar uma gravidez. Ela veio falar da gravidez da minha prima, e anos depois, a de uma amiga minha da faculdade. Nunca me identifiquei muito com esse arcano; sempre foi para mim como alguém que influenciaria minha vida ou a Grande Mãe me protegendo e/ou inspirando. De qualquer forma, a Imperatriz para mim está em tudo; na vida e na morte.
Dando uma olhada na internet atrás de imagens da Imperatriz, achei esse site lindinho que adorei. Também descobri o Tarô da Jane Austen, que não sabia que existia e que agora está na minha listinha. 

3 comentários:

  1. Super legal, Lú... Sabe duas coisas engraçadas? Uma foi que no dia do segundo turno, um grupo que eu acompanho no Twitter tirou como carta do dia a Imperatriz... e meu primeiro deck foi o Mitológico e sempre penso em Deméter antes de tudo...

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  2. Oi!

    Tua Imperatriz é poética também =)

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  3. Há algo para ti aqui:


    http://gherminando.blogspot.com/2010/11/voce-faz-diferenca.html

    =*

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